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    Alimentos Funcionais Mais do que Nutrição

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    Monteiro Junior
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    Alimentos Funcionais Mais do que Nutrição

    Mensagem por Monteiro Junior em Seg Jan 06 2014, 05:30

    Alimentos Funcionais Mais do que Nutrição

    Sempre ouvimos falar que a mudança de alguns hábitos alimentares pode ter reflexos diretos sobre a saúde. Isso porque alguns alimentos vão além da função nutricional, atuando de forma preventiva sobre as doenças, ao reforçar o sistema imunológico e otimizar o metabolismo. Os alimentos que apresentam essas funções são definidos como Alimentos Funcionais ou Nutracêuticos. A diferença entre essas duas classes de alimentos está na concentração do princípio ativo. Enquanto os Nutracêuticos, com concentrações maiores dos componentes ativos, são administrados na forma de suplementos, os Funcionais apresentam ativos em proporções menores e compõem a dieta normalmente. Para um alimento ser considerado funcional, ele deve ser validado cientificamente, através de pesquisas que comprovem os seus efeitos.

    Atualmente buscamos mais do que a nutrição celular, visamos também o fornecimento de alimentos benéficos à saúde. Alguns exemplos desses alimentos na alimentação humana são: laticínios (leite fermentado, iogurte, queijo) enriquecidos com probióticos, que auxiliam na estabilização da flora intestinal; gorduras insaturadas, que previnem doenças cardiovasculares; alimentos ricos em antioxidantes, que retardam o envelhecimento e diminuem o risco de câncer. Além da alimentação humana, os Alimentos Funcionais são amplamente utilizados para nutrir animais de consumo, com o objetivo de diminuir as doenças e o estresse, associado à melhora na produtividade e a qualidade da carne. Mais recentemente os alimentos funcionais começaram a ser utilizados na nutrição de animais de estimação.

    Probióticos

    São microorganismos, ativos apenas no intestino, que afetam beneficamente o hospedeiro, inibindo o crescimento da flora patogênicas, além de estimularem o sistema imunológico.

    Os aditivos probióticos podem ser compostos por microrganismos de uma única espécie ou por várias espécies. Os microorganismos mais utilizados em aditivos probióticos atualmente são: Lactobacilos (L. acidophilus, L. casei, L. rhamnosus, L. reuteri, L. plantarum); Bifidobactéria (B. longum, B. bifidum, B. breve, B. infantis); Coccos Gram-positivos (Lactococcus lactis, Enterococcus faecium); Leveduras (Saccharomyces cerevisiae, S. boulardii); e Fungos (Aspergillus orizae).

    Benefícios dos Probióticos
    Inibem o crescimento de microorganismos patogênicos;
    Previnem e auxiliam o tratamento de infecções intestinais;
    Estimulam o sistema imunológico, o que previne o desenvolvimento de doenças.

    Mecanismos de Inibição de Patógenos
    Bloqueia a aderência dos patógenos às paredes intestinais.
    Diminui o pH intestinal, tornando o meio inadequado para sobrevivência dos patógenos.
    Compete pelos nutrientes, o que diminui a quantidade de nutrientes disponíveis para o crescimento dos patógenos.
    Produzem compostos antimicrobianos que inibem o crescimento de patógenos.
    Estimulam a atividade dos macrófagos, células de defesa que fagocitam (digerem) os patógenos.

    Prebióticos

    São polímeros orgânicos - fibras, não digeríveis pelo hospedeiro, que estimulam seletivamente o crescimento e a atividade de bactérias benéficas (Probióticos) por competição. Os microorganismos patogênicos não conseguem aproveitar os prebióticos e por isso o seu crescimento fica comprometido frente ao desenvolvimento aditivado da flora benéfica.

    Existem vários aditivos prebióticos no mercado, os mais utilizados são: oligossacarídeos (mananoligosacarídeos, fruto-oligossacarídeos), inulina, rafinose e estaquiose.

    Definição e Exemplos de Alimentos Funcionais e Nutracêuticos

    Alimentos Funcionais

    Aparentemente são parecidos com os alimentos convencionais, sendo consumidos como parte habitual da dieta. Apresentam, porém, benefícios fisiológicos e reduzem o risco de doenças crônicas, além das funções nutricionais básicas dos alimentos.

    Exemplos: tomate rico em licopeno e ácidos graxos poliinsaturados.


    Alimentos Nutracêuticos

    São produtos isolados ou purificados de alimentos convencionais, que geralmente são utilizados de forma terapêutica e não nutricional. Da mesma forma que os alimentos funcionais, apresentam benefícios fisiológicos e reduzem o risco do desenvolvimento de doenças crônicas.

    Exemplos: cápsulas de bioflavonoides e ômega 3.

    Carotenóides

    Alguns alimentos vão além da função nutricional. Atuam de forma preventiva, impedindo o desenvolvimento de doenças, reforçando o sistema imunológico e otimizando o metabolismo. Os alimentos que apresentam estas funções quando ingeridos em pequenas quantidades, são denominados Alimentos Funcionais. Continuando a nossa série sobre estes alimentos promotores de saúde, descreveremos a atividade de alguns Carotenóides.

    Carotenóides são pigmentos amplamente encontrados na natureza. São responsáveis pelas colorações amarela, laranja e vermelha, presentes em alguns vegetais e animais. Nos vegetais, são encontrados nas folhas, flores, frutos e raízes. Apresentam uma função vital, pois captam a luz que será usada na fotossíntese, ou seja, auxiliam na obtenção de energia. Nos animais são encontrados armazenados nos tecidos e livres na corrente sanguínea. Atuam como antioxidantes, neutralizando os radicais livres, que são responsáveis pela degeneração de tecidos, inativação de enzimas, alterações no DNA e estruturas das membranas celulares, estimulação de processos inflamatórios e alérgicos, aumento dos níveis de LDL (colesterol ruim) no sangue e desenvolvimento de tumores.

    Os carotenóides são considerados nutrientes essenciais para os animais, pois não são sintetizados pelo próprio organismo, devendo ser ingeridos. Em organismos equilibrados, onde os radicais livres já estão neutralizados, estes nutrientes serão armazenados nos tecidos, intensificando a coloração amarela, laranja e vermelha. A coloração das penas proveniente dos carotenóides difere entre as espécies e os indivíduos de uma mesma espécie, sendo dependente do estado nutricional e do metabolismo de cada animal.

    Os carotenóides são divididos em: precursores de vitamina A e não precursores de vitamina A. No primeiro grupo podemos citar como exemplo o ß-caroteno, carotenóide que apresenta maior poder de conversão e o mais abundante. Na natureza existem mais de 600 tipos de carotenóides, destes apenas 50 são precursores de vitamina A. Entre os não precursores de vitamina A encontram-se o licopeno e as xantofilas (luteínas e zeaxantinas), responsáveis pela coloração amarela das aves.

    Tanto a falta como o excesso de vitaminas acarretam prejuízos à saúde animal. No caso da vitamina A, o risco de hipervitaminose pode ser evitado administrando compostos pró-vitamina A, como o ß-caroteno. Dessa forma, o ß-caroteno será convertido em vitamina A apenas quando houver necessidade, o restante será armazenado nos tecidos.

    Flavonóides

    São um dos mais importantes compostos fenólicos, encontrados largamente nos vegetais superiores. Englobam uma classe importante de pingmentos naturais, divididos em: antocianinas (pigmentos azul púrpura), antoxantinas (amarelas), catequinas e leucoantocianinas (incolores, mas que facilmente se transformam em pigmentos pardos). As duas últimas são comumente denominadas taninos.

    Os taninos são utilizados, normalmente, como uma estratégia de defesa dos vegetais, pois conferem um sabor amargo às folhas e frutos, o que evita o seu consumo antes de estarem maduros. As outras classes de pigmentos participam da fotossíntese e apresetam importantes atividades biológicas, sendo a principais: antioxidante, antiinflamatório, antibacteriana.

    Nos animais estas substâncias apresentam algumas funções essenciais à manutenção celular: inibem a oxidação de fosfolipídeos, ou seja, inibem o rompimento ou a modificação da estrutura da membrana celular; evitam a aderência dos lipídeos, livres na corrente sanguínea, às paredes dos vasos; impedem a inativação das células de defesa, os glóbulos vermelhos, e a alterações do material genético (DNA), isto é, impedem o desenvolvimento de mutações. Estas substâncias reduzem, ainda, os níveis de LDL (colesterol ruim).
    Os Flavonóides são amplamente encontrados em casca de uva, em frutas como maçã e laranja, além do alho, cebola, alecrim, agrião, brócolis, repolho, espinafre e própolis.

    Isoflavonas

    Uma subclasse dos Flavonóides, são também conhecidas como fitoestrógeneo, pois possuem a estrutura molecular semelhante ao estrógeneo, e também ligam-se aos mesmos receptores. Estes compostos, quando ingeridos, apresentam inúmeras ações benéficas ao organismo animal, entre elas podemos citar: antifúngica, anticancerígena (inibe a enzima responsável pela indução tumoral), antioxidante, e inibe a produção de radicais livres pelo organismo (as reaçõe metabólicas que ocorrem nos organismo animal geram radicais livres, por isso é essencial a complementação da dieta com antioxidantes, como Flavonóides e Isoflavonas). Também atuam com eficiência no controle das taxas de colesterol, por aumentar os receptores de LDL, o que favorece a degradação do colesterol, e estimulam a lipase hepática, enzima responsável por produzir HDL (colesterol bom) no fígado.
    As isoflavonas são encontradas em abundância na soja, feijão, broto de alfafa e linhaça. A soja é um dos ingredientes mais utilizados na formulação de rações, devido ao seu alto valor protéico e ótimo balanço de aminoácidos.

    Fonte: Jornal informativo Alcon, 2009


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    A única mágica para aprontar uma ave é o bom manejo!!!


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